A polícia portuguesa adotará o modelo holandês, 19 de Maio 2004

FARO/LISBOA (Reuters) - A polícia portuguesa adotará um plano de três fases para combater a violência durante a Eurocopa, mantendo a prioridade em cidades com grande concentração de torcedores, e não nos estádios. A menos de um mês da competição, que começa em 12 de junho, autoridades portuguesas estão preparando a maior operação de segurança desde que o país sediou a Expo e a cúpula ibero-americana, em 1998. Cerca de 20 mil policiais estarão envolvidos no evento, com acesso a canhões de água, bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Aviões de vigilância vão monitorar os céus, os controles de fronteira serão reativados para visitantes e cortes judiciais se reunirão nas noites e nos finais de semana para acelerar os processos de arruaceiros. Mas, apesar de todo o equipamento e de todas as medidas, os chefes da polícia insistem que o foco será o debate, e não o confronto, e que a tropa de choque e os cães serão usados como último recurso. "Estamos preparados para três níveis de intervenção", disse à Reuters o tenente-coronel Carlos Branco, chefe da operação de segurança em Algarve, em entrevista em Faro. VISIBILIDADE "Em primeiro lugar, a polícia estará visível nas ruas, e os homens estarão perto da pessoas e dispostos a ajudar. Depois, grupos pequenos de intervenção ativa estarão prontos para agir imediatamente frente a qualquer problema." "Finalmente, teremos forças em alerta permanente e que estão mais preparadas para intervenção em situações de ordem pública." Branco disse que polícia estudou táticas usadas durante o último campeonato europeu, realizado na Bélgica e na Holanda. Torcedores ingleses causaram tumultos em Bruxelas e Charleroi, mas poucos problemas na Holanda. "O importante é intervir rapidamente", disse Branco. "Vamos adotar o modelo holandês porque o método belga fracassou."